Missa parte por parte

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Missa parte por parte

Mensagem  João Victor em Qui Abr 15, 2010 11:11 am

SIGNIFICADO DOS GESTOS


Sentado: É uma posição cômoda, uma atitude de ficar à vontade para ouvir e meditar, sem pressa.

Em pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posição de orante)

De joelhos: Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e vinho.

Genuflexão: É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário. o joelho direito encosta no chão)

Inclinação: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.

Mãos levantadas: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.

Mãos juntas: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.

Silêncio: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.


Última edição por João Victor em Qua Mar 23, 2011 11:03 pm, editado 2 vez(es)
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Missa parte por parte - conteúdo teórico

Mensagem  lulimtorres em Qua Mar 21, 2012 11:00 am

Acolhida: Conversar com as crianças, o que é uma celebração? O que é uma festa? Como nos arrumamos para uma festa? Como nos comportamos na casa de outra pessoa? Quais são os ritos de uma festa de aniversário? Tem bolo? Cantamos? Dançamos? Batemos palmas?

Missa: Sacrifício de Cristo. Lembramos a sua vida, os seus ensinamentos; participamos desse sacrifício recebendo o próprio Cristo.
- É na Missa que celebramos o que de mais precioso temos: a vida, com suas alegrias, tristezas, esperanças, tudo isso junto com nossos irmãos.

• A Missa é ao mesmo tempo:
- Um memorial da Páscoa de Cristo. Isso nos é recordado numa oração que se reza em todas as orações eucarísticas logo depois das palavras da consagração e que se chama anamnese.
- Uma reapresentação (torna presente) do Sacrifício da Cruz. "Neste divino sacrifício que se realiza na Missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a si mesmo uma vez de maneira cruenta (ou seja, com derramamento de sangue) no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta (ou seja, sem derramamento de sangue)."(Concílio de Trento).
- Uma aplicação dos frutos da redenção realizada na cruz. "Todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pelo qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, opera-se a obra da redenção" (LG 3).

• Mas a Missa é também o sacrifício da Igreja
Corpo de Cristo, que se une ao sacrifício da Cabeça. "A vida dos fiéis, seu louvor, seu sofrimento, sua oração, seu trabalho, são unidos aos de Cristo e à sua oferenda total" (CC 1368).
Sem as limitações do tempo e do espaço, sem as restrições das funções diversas dentro da Igreja, todo cristão - embora não tendo estado presente, e muito menos participado do sacrifício do Calvário - une-se ao sacrifício da cruz e oferta a Deus Pai toda a sua vida e, de certa maneira, toda a criação. Por isso, ao oferecer o pão, matéria do sacrifício, se recorda que ele é "fruto da terra e do trabalho humano." Por isso, não se assiste à Missa, participa-se dela num sentido real.

• Isso deve ter consequências práticas na vida cotidiana
Com que direito, estaremos depois retirando dessa doação qualquer ato de nossa vida, qualquer momento, alegre ou triste, qualquer renúncia que nos seja pedida, se já tudo oferecemos no sacrifício da Eucaristia? Nesse sentido se compreende melhor o que diz S. Paulo: “Tudo o que fizerdes por palavras ou obras, fazei em nome do Senhor Jesus" (Cl 3,17) e em outro lugar: "Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (1Cor 10,31).

• A Missão não é:
- Uma simples recordação do sacrifício da cruz, como é a ceia do Senhor em algumas denominações evangélicas. De outra forma, não se entenderia o que S. Paulo diz: "Quem come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor." (1 Cor 11,27).
- Um “outro sacrifício”, pois: "Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício” (Hb 10, 12). "O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício" (CIC 1367).

RITOS INICIAIS
1- Canto de Entrada – Acolhida e Saudação
2- Ato Penintencial – Pedimos perdão por nossas faltas, refletimos sobre onde pecamos e no que precisamos mudar.
3- Glória – Hino de louvor.

LITURGIA DA PALAVRA – Até agora Deus nos ouviu, é a nossa vez de ouvi-Lo nas três leituras tiradas da Bíblia.
1- Primeira Leitura – Na primeira leitura, geralmente é proclamada alguma passagem do Antigo Testamento.
2- Salmo – Pode ser cantado ou recitado, de forma que toda assembleia participe no momento do refrão. O Salmo é nossa resposta à leitura feita, é um momento em que falamos diretamente com Deus.
3- Segunda Leitura – Na segunda leitura, geralmente ouvimos um trecho do Novo Testamento, mais precisamente das cartas dos apóstolos. Em suas cartas os apóstolos falam diretamente com os cristãos em comunidade.
4- Aclamação e Evangelho – Aclamação é um canto de louvor à Palavra de Deus. Evangelho significa “boa nova” e, portanto, fala de Jesus. Sua leitura é tirada de um dos quatro evangelhos da Bíblia.
A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma sequência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A, leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.
O ano de 2012 é ano litúrgico “B”.
5- Homilia – A Homilia é a explicação de um texto bíblico. Nela o sacerdote atualiza o que foi dito há dois mil anos atrás. Os fies não devem levar em conta a pessoa do celebrante em si, mas a pessoa do próprio Cristo que disse aos seus discípulos: “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita”.
6- Profissão de Fé (Creio) – Proclamamos tudo aquilo em que nós acreditamos, as verdades fundamentais da nossa fé. Renovamos a nossa fé nas verdades professadas.
7- Oração Universal – Cada comunidade apresenta a Deus seus pedidos e necessidades. A resposta dada é chamada de ladainha.

LITURGIA EUCARÍSTICA
1- Procissão de Ofertas (Ofertório) – Trazem-se então ao altar o pão e o vinho que serão oferecidos pelo sacerdote em nome de Cristo no Sacrifício Eucarístico e ali se tornarão o Corpo e o Sangue de Cristo. Este é o próprio gesto de Cristo na última ceia, tomando pão e um cálice.
Além das oferendas materiais, como o dinheiro, que representa o fruto do trabalho humano, é a hora de colocarmos no altar toda nossa vida para ser consagrada.
É Cristo que, em seu sacrifício, leva à perfeição todos os intentos humanos de oferecer sacrifícios.
2- Oração Eucarística – Nesta oração o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue de Cristo. Não só recordamos, mas vivemos o momento em que Cristo deu a vida por nós.
É constituída pelo prefácio – diálogo entre o celebrante e a assembleia: Senhor esteja convosco/ Ele está no meio de nós... – seguida pelo santo, quando proclamamos que Deus é o Santíssimo. A consagração é o momento mais sublime da celebração, nesse momento, o padre age “in persona Christi”, transubsistanciando o vinho e o pão em Sangue e Corpo de Cristo. Cristo está presente no altar.
Quando o celebrante apresenta o Cristo Eucarístico elevando o pão e o vinho consagrados, segue-se um momento de simples contemplação no qual não se deve tocar nenhum tipo de música ou ser feita alguma oração.
Depois disso, respondemos o Mistério da Fé, anunciando que cremos no Jesus Eucarístico, como fonte de vida e vitória sobre a morte.
3- Por Cristo, com Cristo e em Cristo (Doxologia) – Expressa o louvor agradecido dos filhos de Deus por tudo aquilo que Ele fez em nosso favor. Somente podemos chegar ao Pai através (por) Cristo, estando com Ele e n´Ele. Afirmamos que a vida está em Cristo e fora Dele tudo perece.

RITO DA COMUNHÃO
1- Pai Nosso – É a oração que Jesus nos ensinou e é a mais completa das orações. De preferência, deve ser rezada de mãos dadas demonstrando que somos irmãos unidos em Cristo. Entretanto, não devemos dizer o “amém” ao final, pois o rito ainda não terminou.
2- Oração da paz e saudação – A paz é um Dom de Deus, é o maior bem que há sobre a terra. Desejamos a paz de Cristo a todas as pessoas, mas somente Cristo pode, realmente, nos dar a paz e ajudar-nos a viver como irmãos.
3- Cordeiro de Deus – Enquanto o Presidente da Celebração coloca dentro do cálice um pedacinho da Hóstia Consagrada ele reza em voz baixa “Esta união do Corpo e Sangue de Jesus, o Cristo Senhor que vamos receber nos sirva para a vida eterna”.
Ao mesmo tempo, a Assembleia canta ou recita o Cordeiro de Deus. Pedimos três vezes, para frisar bem que só Deus tira os pecados do mundo e o quanto precisamos do perdão. Terminado o Cordeiro de Deus, o Presidente levanta a Hóstia Consagrada e apresenta à Assembleia dizendo: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor! Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”.
A comunidade responde: “Senhor, eu não sou digno de receber-te em minha casa, mas dizei uma só palavra e serei salvo!”. Essa resposta da comunidade é retirada da resposta que um oficial romano, o centurião deu a Jesus (Mt 8, 8 ). Desse modo, afirmamos que não somos dignos de sermos perdoados, mas Jesus quer nos perdoar e ficar conosco. A Comunhão Eucarística não é um prêmio para os justos, que já se libertaram dos pecados, mas um alimento que fortalece os pecadores na sua caminhada em busca da libertação de todo mal.
Obs.: Explicar às crianças que devemos esperar o sacerdote comungar para nos sentarmos. Entretanto, aquele que for comungar deve continuar de pé em sinal de procissão.
4- Comunhão Eucarística – É o momento em que recebemos Jesus dentro de nós. Assim, entramos em comunhão com Cristo e com toda a comunidade cristã. Ceamos com Jesus como fizeram os apóstolos na última ceia.

RITO FINAL
Terminamos a comunhão do povo de Deus, deve haver alguns momentos de silêncio para a interiorização da Palavra de Deus e Ação de Graças. É comum, no momento de Ação de Graças, recitar um Salmo ou cantar algum canto, mas isso não é o ideal, pois a comunidade deve permanecer concentrada em sua comunhão com Cristo. Esse também não é momento de dar avisos ou prestar homenagens a alguma pessoa.
1- Benção Final – Antes da Benção, o Presidente da Celebração saúda a Assembleia dizendo: “O Senhor esteja convosco!” e todos respondem “Ele está no meio de nós!”. Nessa hora, se a comunidade estiver sentada, deve levantar-se para receber a Benção. Esta Benção é para si, não sendo necessário procurar o Padre para receber uma benção.
2- Despedida – Ao despedir-nos, devemos estar cheios da graça de Deus. O sacerdote diz “Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe”, e nos abençoa em nome da Santíssima Trindade. Respondemos “Amém”, mas a Missa não termina, ela continua durante a semana.

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