Campanha da Fraternidade 2010

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Campanha da Fraternidade 2010

Mensagem  João Victor em Sab Mar 13, 2010 9:53 pm

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010

Lema: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6, 24)
Tema: Economia e Vida

- A Campanha da Fraternidade começa no início da Quaresma, pois se trata de um tempo de reflexão.
- Objetivo: discutir os problemas do mundo, problemas sociais. Discutir um tema que está em evidência. Refletir sobre formas de atender as necessidades do povo.
- A CF só termina quando atingir o seu objetivo.

Objetivo geral:
“Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.
Este objetivo exige que haja justiça social, consciência ambiental, sustentabilidade, empenho na superação da miséria e da fome e, de um modo geral, que se considere com atenção especial, a dignidade da pessoa e o respeito aos direitos humanos.

Objetivos específicos:

• Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem.
• Buscar a superação do consumismo, que faz com que o “ter” seja mais importante do que as pessoas.
• Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais.
• Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da Justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do Evangelho.
• Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.

Para se atingir os objetivos da CFE 2010, são adotadas as seguintes estratégias:

Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte.
Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como o bem mais precioso.
Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todas as pessoas.



Economia (do grego oikos + nomos), que significa literalmente “administração da casa”, tem o sentido de providenciar tudo que é necessário à sobrevivência.


Deus nos criou por amor, como ato livre da Sua vontade. Toda Criação é sinal do amor que Ele tem por nós. Essa gratuidade divina deve se refletir no agir humano, como resposta a tal manifestação de amor. Não somente recebemos a vida de graça, mas dependemos uns dos outros. Constituímos a “família humana”, única e rica na sua grande diversidade. Nascemos para conviver. Somos responsáveis por nossos irmãos e irmãs, seja qual for o lugar onde vivem, perto ou longe de nós.
Na nossa sociedade, a vida humana e o meio ambiente em que os sistemas vivos se perpetuam sofrem ameaças diretas e indiretas. A maneira de organizar a sociedade na economia e na política, nas leis e nos governos e serviços, afeta diretamente a dignidade humana e a capacidade dos indivíduos de se aperfeiçoarem na família e na sociedade.
A economia política moderna assenta- se sobre os pilares do interesse individual e de uma falsa ética utilitária. Estão de um lado os consumidores, que procuram satisfazer desejos e atender a preferências e interesses individuais. Do outro lado ficam os empreendedores e agentes financeiros, que buscam a maximização do lucro. A produção de mercadorias, sua lógica de venda e consumo deu origem à sociedade capitalista, onde predomina o aspecto financeiro. Tudo é transformado em mercadoria, que valoriza pessoas pelo seu padrão de consumo. Isso ameaça pobres e não-pobres, sacrifica famílias, deforma valores e torna as pessoas vulneráveis a uma propaganda consumista insaciável. Na atualidade as pessoas são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são. Muitas pessoas compram produtos e serviços sem necessidade, num processo de compulsão, para estar na moda, para mostrar que podem mais. Nesse clima, cresce também um desprezo por aqueles que não conseguem usar o que está valorizado no momento. Pela ganância, multidões adoecem e sobrevivem na indigência.
Uma economia baseada no individualismo e na acumulação de bens materiais afasta-se radicalmente do projeto de Deus, expresso em toda a Bíblia. Deus quer o bem de todos – não se poderia esperar outra coisa de alguém que é Pai, que cria todas as coisas por amor. Que Pai ficaria contente vendo um filho se apropriar de tudo que é da família e deixando os irmãos na miséria? Ou vivemos solidariamente como irmãos ou seremos todos infelizes num mundo trágico.
É necessário desenvolver o senso crítico diante dos falsos valores que fundamentam uma sociedade individualista, consumista e competitiva, veiculada principalmente através dos meios de comunicação social.
O lema desta Campanha, a afirmação de Jesus registrada no Evangelho segundo
Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6, 24), nos propõe uma escolha entre os valores do plano de Deus e a rendição diante do dinheiro, visto como valor absoluto dirigindo a vida. O problema não é dinheiro em si, mas o uso que dele se faz.
É útil como instrumento destinado ao serviço e intercâmbio de bens de uso, mas não pode ser o supremo comandante dos nossos atos, o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos.
Deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade.
Se o enriquecimento e a acumulação continuam a ser o sonho de nossa sociedade, os valores se invertem e colocamos em segundo plano a pessoa, sua vida, sua dignidade seu bem-estar. A relação com Deus e todas as demais aspirações humanas acabam por serem rebaixadas a valores secundários. Vemos assim que a acumulação, o não repartir, tem profundas consequências espirituais.

A sociedade, incluindo a ação governamental, tem a obrigação moral de garantir oportunidades iguais, satisfazer as necessidades básicas das pessoas, e buscar a justiça na vida econômica. Como seguidores de Jesus Cristo e partícipes da vida social, somos chamados a construir uma justiça econômica maior diante da persistência da indigência, da pobreza e das grandes desigualdades sociais.
É preciso promover, com urgência e eficiência, os direitos dos pobres e organizar a sociedade de modo a lhes facilitar o ingresso na cidadania plena. Não precisam apenas ser socorridos, mas também devem ser ouvidos, levados a sério, valorizados em suas capacidades e potencialidades. Entretanto, é importante também valorizá-los, mesmo em sua pobreza, como pessoas capazes de dar-nos lições de vida, gerando ao invés do preconceito o respeito. A vida sofrida de tantas famílias que lutam, não só para sobreviver, mas também para dar um futuro melhor a seus filhos e filhas, é fonte de edificantes exemplos para a vida vazia de muitos que ostentam sinais de prosperidade.
A solidariedade quer promover uma nova cultura política para a construção de uma economia que atenda às necessidades dos cidadãos em todos os níveis e respeite as exigências de conservação da natureza. A ação contra a exclusão está intimamente associada ao objetivo de recriar e recompor laços sociais, laços de humanidade. A solidariedade aumenta nossa sensibilidade aos aspectos específicos da dor e da humilhação de outros seres humanos. Alarga o sentido tipicamente social da vida humana e ensina a privilegiar o “nós” em lugar do “eu”, ensina a ver em pessoas estranhas, companheiros de sofrimento e esperança.


ORAÇÃO DA CFE 2010
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.
Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu Reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
[b]
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João Victor
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oi

Mensagem  Vanessa em Sex Mar 19, 2010 1:09 pm

esse forum tá arrazando !

O Netinho tem razão em relação ao cartaz é meio complicadinho mais vai dar certo
Obrigada !

bjuss
pra todos

Vanessa
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antivirus

Mensagem  João Victor em Sab Mar 20, 2010 12:10 pm

o link que o netinho tinha postado, meu antivirus acusou ele huheue, mas não "criemos" Pânico, derrepente é frescura do meu antivirus kkk, mas de qualquer forma vou mandar outro link aki http://www.edicoescnbb.com.br/site/product_info.php?products_id=203&osCsid=20v8nn3qnmh095ukkcb345c6r7
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Re: Campanha da Fraternidade 2010

Mensagem  João Victor em Sex Mar 18, 2011 10:00 am

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Re: Campanha da Fraternidade 2010

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